AKHENATON

Akhenaton, estátua no Museu EgípcioAkhenaton foi um faraó da 18a Dinastia, de reinado relativamente curto (governou por 16 anos, de 1352 a 1336 a.C.), mas muito importante na história do Egito, pois foi durante seu reinado que se tentou uma inflexão de todos os valores já milenares.

Akhenaton mudou a capital do Egito de Tebas para uma nova cidade que mandou erguer à qual chamou Akhetaton (ou Amarna). Este foi o menos traumático dos seus atos, pois o Antigo Egito já conhecia a experiência da mudança de sede de governo.

O faraó também mexeu na rígida arte do Império, introduzindo linhas mais suaves e representação mais realistas – e até caricatas, incluindo as que aparecia (imagem: estátua de Akhenaton no Museu Egípcio, no Cairo). A arte da época é chamada de amarniana.

Porém, a mudança mais importante feita por Akhenaton foi no campo religioso, quando destituiu o culto ao deus Amon e privilegiou o culto a Aton. Esta alteração mexeria profundamente com os poderes estabelecidos, pois derrubava o poder dos sacerdotes de Amon. Aliás, Akhenaton não nasceu com este nome, mas sim como Amenófis IV – a mudança que promoveu no nome indicava o novo caminho que desejava seguir e impor ao Antigo Egito.

O excesso e a rapidez das transformações geraram grandes tensões internas e, por conta disto, acreditam muitos, Akhenaton foi assassinado.

Há ainda ao menos mais dois motivos pelos quais Akhenaton é famoso: por ter como esposa Nefertiti, considerada até hoje um modelo de beleza; e por ter sido o pai de Tutancâmon, cuja maravilhosa tumba preservada até a época moderna o tornou, Tutancâmon, provavelmente, o mais conhecido atualmente dos faraós do Antigo Egito.

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