Isto pode se dever à ligação entre a arte e a religião e entre a religião e o poder. O respeito à instituições maiores que o poder temporal, sito é, aos deuses, pode ter sido o grande fator responsável pela manutenção de um estilo único por trinta séculos.
Houve, aparentemente, apenas um momento na história do Antigo Egito onde o cânone foi relativamente quebrado: na 18a Dinastia, mais especificamente, no reinado de Akhenaton, faraó que, mais que dar formas menos rígidas à arte egípcia, tentou instalar em todo o país o culto prioritário a um único deus, Aton.
Mas Akhenaton não durou muitos anos no poder e já no governo de seu filho, o jovem faraó Tutancâmon, o antigo padrão artístico foi restaurado. Portanto, a hoje chamada arte amarniana (em referência a Tell al-Amarna, ou Akhetaton, cidade criada por Akhenaton) é apenas um ponto de exceção na história da arte egípcia.