EGITO HOJE

Um dos pilares da economia egípcia era o turismo. A revolução iniciada em 25 de janeiro de 2011, que derrubou o presidente Hosni Mubarak, amedrontou e afugentou os turistas. O governo que se estabeleceu, uma junta militar, demora a marcar eleições democráticas. Assim, a situação ainda é instável, ainda há protestos. O turismo continua bastante fraco no país e isto afeta diretamente a população que dele necessita para sobreviver – e, no fim, a situação acaba por afetar a todos, já que a economia de um país é uma série de engrenagens indissociáveis.

A economia do Egito encontra-se bastante fragilizada, no momento, porque os anos de Mubarak no poder foram marcados por corrupção – isto é, um assalto constante aos cofres da nação. Assim, um abalo temporário é sentido com muito mais intensidade. Há um déficit crescente nas contas públicas, que levou o país a cogitar recorrer a um empréstimo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além da queda do turismo, outros problemas menores se assomaram. Um foi o banimento temporário da importação de leguminosas e sementes do Egito, por parte da União Européia, após o surto de infecção pela bactéria Escherichia coli na Alemanha, no primeiro semestre de 2011, pois se acreditou que a contaminação começou através do feno grego importado do Egito.

A inflação é assustadora, especialmente a mais importante, a dos alimentos. Para que se tenha uma ideia, em junho de 2011 os alimentos custavam, em média, 20% a mais que um ano antes. Para tentar abafar protestos, a junta militar que governa o país tentará abaixar artificialmente o preço dos alimentos mais básicos.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*