NARMER

Narmer, primeiro faraó do Egito?

NarmerO objeto que marca a fundação do Antigo Egito é a chamada Paleta de Narmer (detalhe, na imagem), que data de cerca de 3100 a.C. Mas a polêmica em torno de quem realmente unificou Baixo e Alto Egito não está resolvida.

A maioria dos egiptólogos acredita que Narmer, primeiro faraó do Antigo Egito, é o mesmo Menés (ou Merinar), o último faraó da época pré-dinástica, que teria apenas mudado o nome.

Há quem defenda, entretanto, que Narmer e Menés sejam pessoas distintas. Narmer teria unificado o Egito e Menés seria o primeiro faraó após a unificação.

Outros acreditam que o unificador do Egito foi Escorpião II e que Narmer foi o primeiro faraó pós-unificação.

Por fim, há outras teorias menos aceitas, polêmicas menores, as quais não citaremos aqui.

É possível que num futuro seja encontrado algum documento que esclareça as dúvidas. Ficamos, por ora, com a hipótese mais aceita, e trataremos aqui Narmer e Menés como a mesma figura, unificadora do Egito, e primeiro faraó.

A importância de Narmer

Narmer, Merinar, Menés, Escorpião II… tanto faz o nome, o que importa é que o faraó que unificou o Egito foi extremamente importante – não apenas para a história do país, mas para a história mundial.

Conhecemos hoje o nome de diversos governantes que lideraram diversos países, mas poucos foram realmente grandes atores na nossa História – isto é, mudaram o rumo dela. Mas Narmer é desconhecido. Por quê? Talvez porque os historiadores não tenham verdadeiramente compreendido sua importância.

E onde reside esta?

A civilização assíria não se compara à egípcia em termos de duração, de estabilidade, apesar de ter nascido anteriormente. Por quê? Porque era mais fraca, porque não formava, como formou o Antigo Egito, um verdadeiro Estado. A luta entre as próprias cidades e entre as cidades contra invasores eram frequentes.

Isto poderia ter acontecido também no Egito. Até Narmer, começavam a crescer duas civilizações – só posteriormente chamadas de Baixo e Alto Egito, mas até então distintas. O confronto entre elas, dentro delas, ou delas com os vizinhos, poderia ter feito a história do Egito semelhante a dos assírios.

Mas Narmer unificou as duas. Unificação, esta é a palavra. Cria-se, assim, o primeiro grande Estado na história da humanidade. Mais importante que isto: cria-se a ideia de Estado, de um Estado forte, poderoso, unido. Diminui-se, assim, a chance de conflitos internos. Não há mais a possibilidade de Alto e Baixo Egito se oporem, pois são um só. E os invasores extrnos agora teriam de enfrentar uma defesa muito maior.

É claro que Narmer, que governou apenas alguns anos, não seria o responsável direto pela manutenção de um império por três milênios. Mas a ideia estava lançada ali, com seu ato, registrado na paleta que leva seu nome.

Quando os egípcios se esqueceram dela, tornaram-se frágeis o suficiente para serem invadidos. Sem a chama acesa por Narmer, acabaria o Antigo Egito.

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Leia mais sobre a Paleta de Narmer.

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