As tumbas no Vale dos Reis, na época de Carter, estavam todas vazias, saqueadas. A tumba de Tutancâmon, entretanto, estava mais escondida, por isto nem os ladrões de tesouros e antiguidades (que existiam desde a época do Antigo Egito) a haviam encontrado – nem os arqueólogos mais experientes que Howard Carter. Mas Carter seguiu sua intuição e, após anos escavando, ainda tinha esperanças de encontrar algo significativo. De fato, sua descoberta iluminaria bastante o passado egípcio, fazendo pela Egiptologia quase o mesmo que a tradução da Pedra de Roseta.
Pois, se com a compreensão do significado dos hieróglifos foi possível a descoberta de vários fatos sobre a história do Antigo Egito, a tumba de Tutancâmon mostrou, magnificamente, a riqueza cultural e material daquela época, pois estava praticamente intacta.
Na verdade, Tutancâmon teve um reinado muito curto, virando faraó aos 10 anos, em 1336, e morrendo nove anos depois. Assim, especula-se quão mais recheadas deveriam ser as tumbas de outros faraós…
Inegavelmente, o que primeiramente chama a atenção, na tumba, é a quantidade de ouro. Como uma matrioshka, aquela boneca russa que aberta, revela outra menor, que, aberta, revela outra menor etc., a múmia de Tutancâmon estava dentro vários de cômodos grandes e dourados.
Depois teremos olhos para outros detalhes quase tão magníficos quanto. Esta percepção é afetada por nossa época, onde o ouro é tão escasso e tão caro. Mas, no Antigo Egito, percebe-se justamente pela abundância do material, a pedra não era tão preciosa quanto atualmente…
Mas não importa esta reflexão – não conseguiremos deixar de olhar atentamente a máscara mortuária de Tutancâmon, localizada atualmente no Museu Egípcio, no Cairo. Assim como o Ocidente possui a Mona Lisa, exibida no Museu do Louvre (Paris, França), o Antigo Egito possui a máscara de Tutancâmon: inevitável, deslumbrante, de valor inestimável, o símbolo máximo de uma época de esplendor…
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Saiba mais sobre Tutancâmon.